Gostaria
de parabenizar a FAEB, pela sua atenção imediata ao problema que acabou com o
nosso Estado, pela sua participação continua junto à classe que mais sofreu
durante quase quatro anos de seca, padecendo e vendo sua vida indo embora
diante dos seus próprios olhos, produtores desesperados e já sem recursos para
poder salvar o pouco que restou.
Publiquei
uma matéria a pelo menos uns 60 dias atrás, relatando este fato, e só agora a
nossa FAEB resolveu tomar uma atitude de urgência a esse respeito. Entretanto,
alguns detalhes nos deixa cada vez mais preocupados, o fator tempo que não
espera e não é solidário aos fatos, nossos representantes que não são
voluntários e sim remunerados e bem remunerados, só agora acordaram para o
problema. Aí, se não fosse o vale gás, bolsa família, vale tudo, nossos
pequenos produtores já estariam todos mortos e o que resolveria era agora o
vale caixão.
Não
podemos responsabilizar nenhum colegiado, mas podemos exigir veementemente
daqueles que nos representa uma atitude já tardia onde tal fato só DEUS poderá
salvar. Presenciei dirigentes do Governo, recebendo em seus gabinetes os
desesperados e solicitando providências por mais carros pipas, milho e recursos
para os prefeitos amenizarem o problema que não é pequeno e não vai acabar por
agora. Estamos diante de um fato que não é de hoje, e sim que se arrasta por
anos atrás, fazendo da BAHIA, uma vítima de seca, a cada dez anos, tenho isto
contabilizado durante 33 anos de atividade como pecuarista.
Precisamos
sim de uma representatividade que use chapéu na cabeça e ande pelo Estado, em
qualquer situação seja de gloria ou de miséria como estamos passando agora.
Presenciei um amigo com um manifesto escrito no município de Ipirá solicitando
atitude imediata para esta situação isso deve ter 01 ano mais ou menos e me
disse que tinha enviado uma cópia para a nossa FAEB, mas só agora acordaram
para o problema. Não tenho nada pessoal contra ninguém, mas sim reclamo pala
falta de atenção e demora em suas ações.
Espero
que DEUS permita que as chuvas não demorem, pois as previsões não são nada
satisfatórias. Agradeço a aqueles que compartilharam de minha pequena mensagem
e que a esperança é o dom maior da humanidade, vamos ser como a água que não se
esbarra nas barreiras encontradas e sim procurando o caminho para seguir.
Recomendações a todos.
Antonio Carlos
Martins Maia.
Pecuarista

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