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Mapa abre chamamento público para propostas em pecuária

Posted by | Posted in | Posted on 14:54

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu chamamento público para seleção de propostas de projetos em extensão rural e aplicação prática nas áreas de melhoramento genético, boas práticas e bem-estar animal das cadeias pecuárias. O edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 23 de setembro.
O objetivo é buscar a melhoria da competitividade das cadeias produtivas pecuárias, assim como a qualidade e a segurança dos produtos e das matérias-primas de origem animal, por meio do apoio a projetos de produção animal sustentáveis.
As propostas devem ser apresentadas por entidades privadas sem fins lucrativos e inseridas no Portal de Convênios do Governo Federal (Siconv) até o dia 18 de outubro deste ano. Não serão aceitos projetos após o prazo estabelecido e a divulgação dos resultados será feita no portal do Mapa no dia 30 de novembro.
Fonte: Mapa

Projeto de Ronaldo Caiado garante visto permanente a cubanos refugiados no Brasil

Posted by | Posted in | Posted on 15:04


Contraponto – Para proteger os cubanos que agora desembarcam no País, o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), apresentou projeto de lei concedendo visto permanente em determinadas condições. O PL 6.282/2013 permite a concessão do visto aos cidadãos de Cuba que ingressarem no Brasil como refugiados ou por intermédio de acordo de cooperação técnica internacional e que desejem permanecer em território brasileiro. A proposta é uma forma de dar opção, por exemplo, aos médicos recém-chegados que atuarão no País sem direitos trabalhistas, sem salário integral conforme estabelecido na MP do “Programa Mais Médicos” e com retenção de passaporte.

“A vinda desses profissionais para o Brasil, estabelecida pelo acordo com a OPAS, trouxe inúmeras suspeitas de violação a vários direitos fundamentais fixados na Constituição. Não podemos aceitar que a vinda desses médicos ocorra da mesma forma como foi na Venezuela, quando o projeto ‘Bairro Adentro’ violou vários direitos internacionais”, explica Caiado. Na Venezuela, o projeto levou 35 mil profissionais cubanos, dois mil dos quais hoje estão refugiados nos Estados Unidos.
Na visão do deputado goiano preocupa a declaração de ministros de Estado referendando a ilegalidade desse contrato. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que considera justo que parte dos recursos do acordo fiquem com o governo cubano e que não é problema do Brasil a relação entre esses médicos e os dirigentes da Ilha dos irmãos Castro. Já o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, afirmou, para vários veículos de comunicação, que os médicos de Cuba não terão direito a asilo político.
“O advogado-geral da União não tem competência para, antecipadamente, negar eventuais pedidos de asilo que poderão ser formulados por médicos cubanos. Se houve demonstração de perseguição política, o que não é raro na Ilha, o Estado brasileiro tem o dever constitucional e o compromisso firmado perante a comunidade internacional de conceder asilo mesmo que o asilado esteja no País por meio de um acordo de cooperação técnica”, reforça.

Produtores rurais do Nordeste terão juros mais baixos e renegociação de dívidas

Posted by | Posted in | Posted on 10:51

Os produtores rurais do Nordeste e do norte de Minas Gerais pagarão menos juros nas linhas oficiais de crédito. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu as taxas dos financiamentos agrícolas para as duas regiões.
A medida beneficiará os produtores que vivem na área do Semiárido abrangida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O CMN também ampliou as condições de renegociação da dívida dos produtores que deixaram de pagar os financiamentos por causa da seca na região.
Anteriormente, o CMN tinha autorizado que somente os produtores que estavam com o pagamento em dia até 31 de dezembro de 2011 renegociassem as parcelas com vencimento em 2012, 2013 e 2014. Agora, as operações que estavam em atraso até o fim de 2011 também poderão ser reparceladas em até dez anos, com a primeira parcela sendo paga somente em 2016. O benefício, no entanto, só valerá para os municípios que estavam em situação de emergência ou em estado de calamidade pública a partir de 1º de dezembro de 2011.
Para os agricultores familiares, os financiamentos de custeio concedidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tiveram as taxas reduzidas de 1,5% para 1% ao ano para operações de até R$ 10 mil. Os juros passaram de 3% para 2% ao ano, no caso dos financiamentos de R$ 10 mil a R$ 30 mil, e de 3,5% para 3% ao ano para as operações acima de R$ 30 mil. A taxa dos empréstimos do Pronaf para investimento passou de 2% para 1% ao ano, para operações de até R$ 30 mil, e de 2% para 1,5% ao ano para as linhas entre R$ 30 mil e R$ 60 mil.
Para as operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores, os juros foram reduzidos de 4,5% para 4% ao ano nas operações de custeio e de 3,5% para 2% ao ano nas linhas de investimento. Para os demais produtores rurais, a taxa passou de 5,5% para 5% ao ano tanto nos financiamentos para o custeio da safra como para investimento.
A redução dos juros para operações de investimento só vale para os financiamentos de projetos que estimulem a garantia de água e alimento no Semiárido. Entre os projetos que poderão ser financiados com taxas mais baixas estão a construção de reserva de alimentos para animais, a recuperação e o fortalecimento de cultivos alimentares regionais e de pequenas criações, agricultura irrigada e criação de agroindústrias para diversificação da produção.
De acordo com o Ministério da Fazenda, as medidas já tinham sido anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff no lançamento do Plano Safra 2013/2014, mas ainda não tinham sido regulamentadas pelo CMN.
Fonte: Rural Centro

Com terra mais disputada, futuro reserva carne mais cara ao Brasil

Posted by | Posted in | Posted on 10:49

Um dos segmentos mais afetados será o de carne bovina, pois o Brasil terá um padrão de consumo de países de produção reduzida. O consumo da proteína não estará presente todos os dias nos lares brasileiros e a carne de melhor qualidade será para ocasiões especiais. 

Esse cenário se concretizará com mais intensidade no médio prazo, mas já começa a ser sentido. O preço médio anual da carne bovina gira próximo de R$ 100 por arroba há três anos, mas ninguém ganha com o produto nesse patamar: o pecuarista não consegue uma margem de lucro satisfatória. 

O resultado é uma estabilidade do consumo anual próximo de 34 quilos por pessoa nos últimos anos.

A avaliação é de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP, consultoria que faz um balanço anual do setor há 20 anos por meio da publicação Anualpec, especializada na pecuária. 

Ferraz diz que o brasileiro não ficará sem carne, mas haverá um realinhamento no consumo, com crescimento do frango e, com menor intensidade, do suíno --que, apesar disso, não estarão isentos da alta dos custos, que passam a ser o grande inimigo do setor. 

O desafio é colocar um produto competitivo no mercado e não diminuir a demanda. 

A pastagem, um fator de pouco custo no passado para a pecuária, perde terreno para outras atividades agrícolas, como grãos, cana-de-açúcar e reflorestamento. 

Nos últimos dez anos, a pecuária perdeu 7 milhões de hectares e deverá perder outros 13 milhões nos próximos dez, aponta o estudo. 

Com isso, o valor dos pastos subiu 451% na última década em Rondonópolis, cidade localizada em Mato Grosso, principal Estado produtor do país. Grande parte dos pecuaristas sai do setor e vai para outras atividades com melhores lucratividades. 

PRODUTIVIDADE

A saída é um aumento da produtividade por hectare, o que exige investimentos. Para voltar à margem de lucro da década de 1970, os pecuaristas deveriam produzir dez arrobas por hectare por ano. Produzem quatro. 

Luciano Vacari, da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), diz que o pacote tecnológico existente é bom, mas que o produtor não tem renda para adquiri-lo. 

Além disso, ao contrário do que ocorre na agricultura, onde o crédito é farto, a pecuária não tem linhas de financiamentos de cinco anos ou mais, como exige a atividade. 

O setor agropecuário passa por rápidas mudanças e em breve as fazendas, incluindo máquinas e meios de produção, serão controladas diretamente de centros de operação instalados nas grandes cidades, diz Ferraz. 

Esses novos tempos exigem dinheiro e conhecimento, o que vai retirar boa parte dos pequenos e médios produtores do campo. 

Quanto ao capital, ele poderá vir de fundos de investimento. No caso do conhecimento, no entanto, não será fácil para o país, tendo em vista o patamar de educação atual, afirma ele.

Governador Valadares recebeu o Encontro Microrregional do Agronegócio do Rio Doce

Posted by | Posted in | Posted on 10:48


O evento, que reuniu mais de cem lideranças rurais e políticas, além de profissionais da área, no dia 6 de julho, faz parte do pacote de ações “Inteligência competitiva do agronegócio mineiro” e do “Programa de Municipalização do Agronegócio”, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Ao todo foram abordados cinco temas: o cenário mundial, nacional e mineiro do agronegócio junto ao papel dos municípios, os programas Minas Leite, Minas Carne, Desenvolvimento Florestal de Minas Gerais, e a comercialização de produtos da agricultura familiar.

Em seu pronunciamento de abertura, o subsecretário do Agronegócio e também presidente da União Ruralista Rio Doce (URRD), André Merlo, destacou a importância do trabalho das empresas vinculadas à Seapa: IMA, Emater-MG, Epamig e Ruralminas, para que as políticas públicas sejam uma realidade e reafirmou os compromissos do Governo de Minas para o agronegócio:  “Estamos nos tornando o melhor estado para se viver e esse é o objetivo do governador, Antônio Anastasia. Estamos conseguindo isso com o desenvolvimento do agronegócio.”. Merlo também ressaltou que Minas Gerais é o maior produtor e exportador de café do Brasil, além disso o Estado tem a maior bacia leiteira e o segundo maior rebanho bovino do país.

O presidente da Associação dos Municípios do Médio Rio Doce (Ardoce) e também prefeito de Conselheiro Pena, Roberto Balbino, cobrou mais união entre os produtores e as entidades ligadas à agropecuária. “Precisamos ter planejamento na produção e isso só conseguiremos com mais união. Precisamos melhorar a assistência técnica e cobrar que a Ceasa de Governador Valadares dê mais prioridade aos produtos da região”, relatou Balbino.

O Encontro Microrregional do Agronegócio do Rio Doce foi uma realização da Seapa por meio da Subsecretaria do Agronegócio, e da em parceria com a Ardoce e URRD.


Integração da lavoura com a pecuária beneficia produtores brasileiros

Posted by | Posted in | Posted on 06:49

Do Globo Rural
O sul do Maranhão é a maior região produtora de soja e milho do estado. Ali a integração lavoura pecuária está sendo testada há nove anos.

A tecnologia foi desenvolvida pelos técnicos da Embrapa para  recuperar as pastagens degradadas do cerrado e diversificar a produção.
A fazenda Santa Luzia no município de São Raimundo das Mangabeiras foi uma das primeiras a adotar essa técnica em grande escala no cerrado do Maranhão. A primeira vista não tem nada de novo por ali. Mas se reparar bem, vai ver que o milho foi cultivado em consórcio com a braquiária rusisiensis, capim mais usado na região para a engorda de bois.
As duas plantas foram semeados ao mesmo tempo com a máquina de plantio direto. Isso tem duas vantagens iniciais: intensifica o uso da terra e economiza insumo, porque as duas culturas são beneficiadas pela mesma correção e adubação.
No início as duas plantas tem desenvolvimento parecido. Mas, com o passar do tempo o milho toma conta da área e o capim fica em segundo plano.
O dono da fazenda Osvaldo Massao está entusiasmado com os resultados.
A fazenda Santa Luzia já está completando agora o sexto ano com integração lavoura pecuária. Entre os benefícios principais estão o aumento da produtividade.
O engenheiro agrônomo Adelmo Gomes, administrador da fazenda, diz que no início ele achava que o capim poderia competir com o milho. Mas na prática isso não tem acontecido.
A rotação das culturas de verão com a braquiária não obedece uma regra fixa. Cada região adota um método de acordo com as condições de clima e solo.
A fazenda  Santa Luzia faz integração lavoura pecuária em cinco mil hectares divididos em cinco partes iguais:
Na safra de verão a soja ocupa os talhões: 1 - 2 - 3 e 4 e o último  é reservado para o consórcio milho e capim. Após a colheita do milho, o capim é usado como pasto para a engorda de bois na entre safra das lavouras que vai de junho a outubro.
Na safra seguinte o consórcio milho e capim passa a ocupar o talhão número- 1 - e  a soja ocupa os outros espaços. Seguindo esse rodízio, no prazo de cinco anos toda a área é beneficiada pela rotação das culturas.
"Esse sistema revolucionou a fazenda. Atens a gente ficava muito tempo parado na entre safra, a gente dava férias coletivas e agora na entre safra a gente tem uma situação onde estamos engordando os bois na braquiária", comenta Adelmo.
A fazenda compra boi magro com média de doze arrobas e vende os animais quatro meses depois com dezoito arrobas.  Outro detalhe está que o pasto e a lavoura conseguem resistir melhor à seca graças a palha das culturas que mantém a umidade e protege o solo.
O trabalho da fazenda Santa Luzia é acompanhado de perto pelo doutor Marcos Teixeira, pesquisador da Embrapa Meio Norte com sede em Terezina, no Piauí. "Até então, como a fazenda aqui era só produtora de grãos, ela tinha uma oferta de alimento por hectare de três toneladas de grão. E já conseguimos essa mesma área produzir 55% a mais", afirma Marcos.
O engenheiro agrônomo João K, da Embrapa, um dos maiores especialistas nessa técnica mostra os benefícios das raízes da braquiária no perfil do solo. "Todo o olume de raiz é capaz de modificar todas as propriedades do solo. Ou seja, melhora a matéria orgânica do perfil, melhora as propriedades físicas do solo, á agua penetra melhor, armazena mais água e melhora as propriedades químicas, porque ela estando em profundidade ela recicla os nutrientes e coloca de novo na superfície", explica.
Essa técnica também pode ser muito útil para manejar solos arenosos como os do município de Rancharia na região oeste de São Paulo.
Ao lado na fazenda Ybiete Porã o engenheiro agrônomo Edinaldo Mathias está vencendo a guerra contra a erosão: a ferramenta usada por ele é o sistema de integração lavoura e pecuária.
Ele dividiu a área de 500 hectares em duas partes iguais. Metade é formada com braquiária usada na engorda de bois da raça nelore e a outra metade, é usada no cultivo de soja e milho. Depois de dois anos ele inverte a situação. Planta capim no lugar da soja e soja no lugar do capim.
O doutor João K ficou impressionado com a qualidade da pastagem reformada só com a adubação feita para a soja, cultivada em uma área no ano passado. "Nesse caso aqui a gente pode dizer que a pecuária é subsidiada pela lavoura. O custo da pecuária é a semente e os tratamentos que o bovino recebe como vacina, vermífugos, como em qualquer propriedade. Se agente sai falando por aí que um boi aqui vai ustar entre R$30 e R$40 arroba, as pessoas acham que é brincadeira. Porém imagine colocar 20 arrobas em um boi? Em dois anos, utilizando só sal mineral no cocho, e isso passando doze meses... Isso é inacreditável", afirma.
Além do custo de formação da pastagem ser muito baixo a produtividade da área é três vezes a média da região. Enquanto o pessoal da vizinhança coloca uma cabeça de boi por hectare aqui eles colocam três.
Depois de treze anos de trabalho Edinaldo conseguiu comprar novas áreas e dobrou o tamanho da fazenda. Além disso, fez vários investimentos em máquinas e infraestrura.
Pelos cálculos dos pesquisadores da Embrapa o Brasil tem hoje cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas ou em estágio de degradação. Toda essa imensa área poderia ser recuperada com a técnica da integração.
Hoje já existe financiamento para recuperar áreas degradadas com a técnica da integração lavoura pecuária. O programa ABC agricultura de baixo carbono, do Governo Federal e o Integra São Paulo, da Secretaria de Agricultura do Estado. Nos dois casos, o agricultor tem que apresentar um projeto para solicitar o crédito.

Espirito Santo lança variedades de café connilon com alta produtividade

Posted by | Posted in | Posted on 13:43

Diamante Incaper 8112, Jequitibá Incaper 8122 e Centenária Incaper 8132. Essas são as três novas variedades clonais de café Conilon lançadas em junho de 2013 pelo Governo do Espírito Santo. As cultivares foram desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com a Embrapa Café e o apoio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Cada uma das três novas variedades é formada pelo agrupamento de nove clones superiores compatíveis. Além de possuírem características para a produção de bebida com classificação superior, são altamente produtivas, podendo alcançar rendimentos superiores a 120 sacas beneficiadas por hectare em plantios irrigados com alta tecnologia. Também apresentam boa estabilidade de produção, uniformidade de maturação, moderada resistência à ferrugem e ainda tolerância à seca.
Fonte: Mapa

Boi: Em SP houve reajuste na referência com aumento de R$ 2 por arroba

Posted by | Posted in | Posted on 13:42

Alex Santos Lopes da Silva
zootecnista
Scot Consultoria


Mercado em alta.
A oferta de boiadas está curta em praticamente todo o país.
Com a persistência das chuvas, há ainda produtores que seguram animais no pasto, a fim de negociar valores melhores pela arroba, porém, a quantidade de animais retidos não é grande.
Ao mesmo tempo, as boiadas de cocho não estão disponíveis em volume suficiente para alterar os preços.
Em São Paulo, houve reajuste nas referências para o boi gordo e vaca gorda, com relatos de negócios pontuais de até R$2,00/@ acima destes novos valores.
Não são poucas as indústrias com escalas de abate curtas, de um ou dois dias.
No Sudoeste de Mato Grosso, o cenário é semelhante. Mesmo com o reajuste, existem frigoríficos ofertando até R$92,00/@, à vista.
A melhora nas vendas de carne dá mais fôlego aos frigoríficos, permitindo pagamentos melhores pelos animais terminados sem prejudicar a margem.
Clique aqui e confira as cotações do boi
Fonte: Scot Consultoria

Calor do asfalto ‘derrete’ Dilma e reabre 2014

Posted by | Posted in | Posted on 13:39


Josias de Souza


Digamos que há três semanas Dilma Rousseff tinha fama de gerentona, 57% de popularidade, uma coligação gigantesca, uma reeleição garantida e um padrinho chamado Lula. A situação dela agora é a seguinte: precisa verificar, urgentemente, o que Lula vai fazer quando voltar de sua viagem à África. Ele pode ser a única coisa que lhe resta.
Datafolha informa que a popularidade de Dilma desabou 27 pontos percentuais em três semanas –de uma altura de 57%, despencou para 30%. E pensar que em março ela colecionava 65%! O último presidente a viver a experiência de um mergulho tão radical foi Fernando Collor. Entre março e junho de 1990, a popularidade dele ruiu 35 pontos –de 71% para 36%.
No caso de Collor, a explicação estava na cara: o confisco da poupança. No caso de Dilma, não há explicações peremptórias. Há no máximo duas probabilidades: o asfalto e a inflação. Se as ruas ensinaram alguma coisa na última quinzena foi que a irritação e a cobrança já não admitem ficar trancadas no Facebook.
Quanto à economia, relatório divulgado nesta semana pelo BC rebaixou a previsão do PIB anual e e elevou a da inflação. E o eleitor, agora tomado de rigores insuspeitados até bem pouco, grita nas esquinas. De acordo com o Datafolha, caiu de 49% para 27% a avaliação positiva da gestão econômica de Dilma.
Assim, a não ser que ocorra o milagre da combinação de um PIBão com uma carestia mixuruca, a vida de Dilma dificilmente voltará a ser como antes. Hoje, se dependesse da vontade da maioria do PT, o candidato do partido à Presidência da República se chamaria Lula.
Antes do tsunami de protestos, a especulação sobre uma eventual derrota de Dilma em 2014 era um desafio à lógica. Era algo equivalente a uma previsão de que o Brasil, jogando no Maracanã, perderia para a seleção do Taiti um jogo em que o juiz seria o Felipão.
O despertar das ruas –na verdade um bocejo de gigante que levou a felicidade do petismo junto com o ar— teve um quê de punição antecipada. Mostrou a Dilma e Lula que a arrogância não é boa conselheira. E informou ao PT que o meio-fio não tem dono.
A elevação da temperatura das ruas produziu em Dilma uma espécie de meltdown –termo incorporado pelo economês na década de 90 para simbolizar a situação de uma economia que desanda e começa a derreter. Mal comparando, pode-se dizer que Dilma está derretendo. O que faz de 2014 uma janela de oportunidades.

A trinca de conselheiros comprova que Dilma não entendeu a mensagem das multidões...

Posted by | Posted in | Posted on 03:11


O jornalista Lauro Jardim informou que Gilberto Carvalho anda amuado por não ser consultado pela presidente Dilma Rousseff. Essa é a notícia boa: pouco importa o que tem a dizer quem só diz besteira. A notícia ruim é que, segundo o ex-seminarista que virou porteiro de bordel (além de secretário-geral da Presidência), a chefe agora ouve apenas ─ além das ordens de Lula ─ a trinca formada por Aloizio Mercadante, Fernando Pimentel e João Santana.
Ministro da Propaganda,João Santana costuma alternar lances espertos com ideias de jerico. Na campanha de 2010, por exemplo, o marqueteiro baiano acertou ao condecorar Dilma Rousseff com a medalha de Mãe do PAC. A malandragem ajudou a fantasiar de supergerente a dona da lojinha que faliu em Porto Alegreio. Em contrapartida, foi Santana quem convenceu a presidente a dar as caras na abertura da Copa das Confederações. Teria uma recepção de rainha, apostou. Foi mais vaiada que um zagueiro que enterrou o time.
Seja qual for o cargo que ocupe, Aloizio Mercadante jamais perde uma chance de justificar o título de Herói da Rendição, obtido graças a notáveis demonstrações de falta de bravura em combate. Especialista em retiradas e capitulações, inventou a revogação do irrevogável quando liderava a bancada do PT no Senado. Agora no triplo papel de ministro da Educação, da Economia e de Crises Políticas, foi o primeiro a aconselhar Dilma Rousseff a entrar na batalha da Constituinte. E foi o primeiro a recomendar que se rendesse.
Disfarçado de ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Fernando Pimentel é o Primeiro-Acompanhante e Melhor Amigo da presidente, com quem convive desde quando tentavam trocar a tiros a ditadura militar pela ditadura do proletariado. A força do afeto  manteve Pimentel no emprego mesmo depois da descoberta de que ganhou muito dinheiro usando as fantasias de “conferencista” e “consultor financeiro” . O palestrante enriqueceu sem abrir a boca. O consultor precisou de meia dúzia de conselhos para levar à falência uma fábrica de tubaína.
Se estivesse disposta a combater a corrupção, Dilma já teria remetido Pimentel para a delegacia mais próxima. Se quisesse mesmo reduzir a gastança federal, já teria mandado para casa Mercadante e João Santana. Caso desejasse fazer as duas coisas com um único despejo, Gilberto Carvalho estaria procurando trabalho há muito tempo. A demissão do secretário-geral reduziria a taxa de mediocridade do Planalto e talvez impedisse o engavetamento das investigações sobre o escândalo protagonizado pela segunda-dama Rosemary Noronha.
Dilma não fará nada disso, claro. Vai continuar ouvindo o coro dos áulicos, contando mentiras, desfiando promessas grisalhas e irritando milhões de brasileiros fartos de tapeação. Até que as multidões percam a paciência de vez e acordem a presidente surda à mensagem das ruas com uma passeata debaixo da cama.
(por Augusto Nunes)

O vídeo do Implicante desmoraliza o ‘pronunciamento’ de Dilma Rousseff

Em 2:41, o vídeo do Implicante reduz a escombros o “pronunciamento” de Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV. Fica claro que a  presidente está tão perdida quanto plural em discurso de Lula. Anda mentindo mais que José Dirceu. E a quantidade de bobagens que produz por minuto superou o recorde estabelecido por Rui Falcão.
Mas sempre existe o lado bom das coisas: antes que se completasse a decomposição do país desencadeada há 10 anos, precipitou-se a agonia da farsa  lulopetista. A performance de Dilma confirma que o Brasil Maravilha está em frangalhos.
(por Augusto Nunes)

‘A mais cara de todas as Copas’, editorial do Estadão

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTE DOMINGO
A Copa do Mundo de 2014 no Brasil será a mais cara de todas. O secretário executivo do Ministério dos Esportes, Luís Fernandes, anunciou que em julho seu custo total chegará a R$ 28 bilhões, um aumento de 10% em relação ao total calculado em abril, que era de R$ 25,3 bilhões. E supera em R$ 6 bilhões (mais 27%) o que em 2011 se previa que seria gasto.
Por enquanto, já se sabe que o contribuinte brasileiro arcará com o equivalente ao que gastaram japoneses e coreanos em 2002 (R$ 10,1 bilhões) mais o que pagaram os alemães em 2006 (R$ 10,7 bilhões) e africanos do sul em 2010 (R$ 7,3 bilhões).
O “privilégio” cantado em prosa e verso pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva, que se sentou sobre os louros da escolha em 2007, e entoado por sua sucessora, Dilma Rousseff, em cuja gestão se realizará o torneio promovido pela Fifa, custará quatro vezes os gastos dos anfitriões do último certame e três vezes os gastos dos dois anteriores.
O governo federal não justifica – nem teria como – este disparate. Mas, por incrível que pareça, os responsáveis pela gastança encontram um motivo para comemorar: a conta ainda não chegou ao teto anunciado em 2010, que era de R$ 33 bilhões. É provável, contudo, que esse teto seja alcançado, superando o recorde já batido, pois, se os custos cresceram 10% em dois meses, não surpreenderá ninguém que subam mais 18% em 12 meses.
Esta conta salgada é execrada porque dará um desfalque enorme nos cofres da União, que poderiam estar sendo abertos para a construção de escolas, hospitais, estradas, creches e outros equipamentos dos quais o País é carente. Como, aliás, têm lembrado os manifestantes que contestam a decisão oficial de bancar a qualquer custo a realização da Copa das Confederações, do Mundial de 2014 e da Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016. E, além dos valores, saltam aos olhos evidências de que tal custo não trará benefícios de igual monta.
É natural que, no afã de justificar o custo proibitivo, o governo exagere nas promessas de uma melhoria das condições de vida de quem banca a extravagância. Segundo Fernandes, responsável pela parte que cabe ao governo na organização do torneio, “a Copa alavanca investimentos em saúde, educação, meio ambiente e outros setores”. E mais: “Ou aproveitamos esse (sic) momento para o desenvolvimento do País ou perdemos essa (sic) oportunidade histórica”.
A Nação aguarda, com muita ansiedade, que o governo, do qual participa o secretário executivo do Ministério dos Esportes, venha a público esclarecer quantos hospitais, escolas ou presídios têm sido construídos e que equipamentos têm sido adquiridos para melhorar nossos péssimos serviços públicos com recursos aportados por torneios esportivos que nos custam os olhos da cara.
Não é preciso ir longe para contestar esta falácia da “Copa cidadã”: o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) previu um “legado inestimável” que ficaria da realização dos Jogos Pan-americanos de 2007 na mesma cidade onde será disputada a Olimpíada de 2016. O tal “legado” virou entulho: os equipamentos construídos para aquele fim estão sendo demolidos e reconstruídos e, enquanto não ficam prontos, os atletas simplesmente não têm onde se preparar para disputar os Jogos Olímpicos daqui a três anos.
A manutenção do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, que custou R$ 600 milhões (menos da metade dos gastos na reforma do Maracanã, no Rio, e do Mané Garrincha, em Brasília) para ser usado na Copa da África do Sul, demanda, por ano, R$ 10,5 milhões em manutenção, o que levou a prefeitura local a cogitar de sua demolição. Por que os estádios de Manaus, Cuiabá e Natal terão destino diferente depois da Copa?
A matemática revela que o maior beneficiário da Copa de 2014 será mesmo a Fifa, e não o cidadão brasileiro, que paga a conta bilionária. Prevê-se que o lucro da entidade será de R$ 4 bilhões, o dobro do que arrecadou na Alemanha e o triplo do que lucrou na África do Sul. O resto é lorota para enganar ingênuos e fazer boi dormir.
(O Estado de S. Paulo)

‘Jogo em aberto’, de Ricardo Noblat

PUBLICADO NO BLOG DO NOBLAT NESTA SEGUNDA-FEIRA
É razoável supor que Dilma enfrenta sérias dificuldades para entender o que se passa no país. Se Lula, que é um político esperto, anda pendurado no telefone a pedir, humilde, a ajuda de amigos para tentar decodificar a voz das ruas, quanto mais Dilma, que nem política é, muito menos esperta. E carece de amigos que sejam. Ou de colaboradores informais que gostem dela a ponto de aconselhá-la de graça.
Para governar bem, um presidente da República tem de se destacar como líder. Não precisa ser um excepcional gestor. Mas líder está obrigado a ser. Como governar sem exercer influência sobre o comportamento, o pensamento e a opinião dos outros — auxiliares e governados? Com seu entusiasmo, o líder contagia os que o cercam. Agindo assim, obtém a adesão deles aos seus planos.
Dilma infunde medo. O medo inibe. Para além de carismático, o líder é um grande comunicador. Dilma não é nem uma coisa nem outra. O líder é persuasivo. Dilma é um chefe mal-humorado e impositivo. O líder é um hábil negociador. Dilma não negocia — manda. E ai de quem desobedecê-la. O líder é exigente. Dilma é exigente. O líder é criativo e quebra paradigmas, se necessário. Dilma é convencional. Não foram poucos os correligionários de Lula que o desaconselharam a indicar Dilma para sucedê-lo.
Mas ele resistiu a todos os apelos. Dizia que Dilma era a melhor gestora que conhecera. A preferência de Lula por Dilma se escorava em dois principais motivos: ela seria leal a ele. E não seria obstáculo ao seu eventual retorno à Presidência da República. Lula não pensou primeiro no país quando elegeu Dilma sua candidata — pensou nele próprio. E, do seu ponto de vista, acertou. No que importa, ele continua governando.
Quando se atrapalha ou se vê em apuros, Dilma corre ao seu encontro. A viagem de um presidente custa caro pelo aparato que movimenta. Quanto custa uma viagem de Dilma entre Brasília e São Paulo para se aconselhar com Lula? Não pergunte. Ela decidiu que os custos de suas viagens permanecerão em segredo por anos a fio. É o governo da transparência, como destacou em sua fala à Nação na última sexta-feira.
Os governantes modernos não dão um passo importante sem consultar a opinião popular por meio de pesquisas. É assim com Dilma, como foi antes com Lula e Fernando Henrique Cardoso. Espanta que, munido de tantas pesquisas, o staff dela tenha sido incapaz de prever que um gigantesco tsunami estava a caminho. A verdade é que só acreditamos naquilo que não nos desagrada. Como só lemos o que reforça as nossas convicções. Com os governantes não é diferente.
De tanto repetir que o mensalão não existiu e de que nenhum governo combateu mais a corrupção do que o dele, Lula acabou acreditando em tais fantasias. Bem como os que renunciaram a pensar com independência para seguir o líder disposto a pensar por eles. A corrupção não impediu Lula de se reeleger, nem Dilma de sucedê-lo. Ora, por que haveria de produzir sérios estragos no futuro? O povo não parecia ligar.
Nos últimos 12 meses, Lula cabalou votos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para absolver mensaleiros. Não se revelou constrangido ao apertar apertar a mão de Paulo Maluf para selar o apoio dele ao candidato do PT a prefeito de São Paulo. Renan Calheiros, que já renunciou à presidência do Senado para não ser cassado, foi eleito presidente do Senado em fevereiro último. Milhares de pessoas pediram a sua renúncia. Em vão.
A um confidente, Dilma disse que não se meteria na eleição de Renan porque não poderia se meter com assuntos pertinentes ao PMDB e ao Congresso. Como se ela de fato não se metesse. Como se nunca tivesse se metido. A ex-faxineira ética, que nos seu primeiro ano de governo demitiu seis ministros por suspeitas de malfeitos, não apenas se recompôs com eles como devolveu ministérios e outros cargos que havia tomado dos seus partidos. Para se eleger a gente faz o diabo a quatro, desculpou-se Dilma. E nessas ocasiões o bicho costuma pegar. Está para ser aprovada no Congresso uma proposta que enfraquece o poder de investigação do Ministério Público. O governo não mexeu um dedinho para impedir.
O vice de Alckmin, governador do PSDB, virou ministro de Dilma sem deixar de ser vice. Por fim, o STF ganhou ministros escolhidos com base na esperança de que livrem mensaleiros da cadeia. Ainda bem que são homens honrados. Votarão de acordo com sua consciência. Resultado da influência do demônio: esgotou-se a paciência dos que acabaram saindo às ruas para protestar. A repulsa à corrupção está por trás de sua atitude, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. Dilma foi forçada a admitir que seu governo ouve com atenção as vozes que cobram mudanças.
Mas mudanças para quê se o governo vai tão bem? Quer dizer: passou recibo de que ou muda ou ficará de fora da próxima eleição. Dilma de fora significava Lula dentro outra vez. Significava… Agora, não mais necessariamente.

(Ricardo Noblat, em O Globo).

Fonte: Blog Augusto Nunes (veja.com.br)

Dilma está perdidaça, mas conserva a memória da VAR-Palmares. Não haverá Constituinte, mas é grande a chance de vir o que não presta. Inflexão se dará à esquerda. Liberais se esqueceram de que não aprenderam a brincar com fogo.

Posted by | Posted in | Posted on 03:10

A presidente Dilma Rousseff estava abatida, todo mundo viu. Até agora, não entendeu o que está acontecendo no país. Na verdade, ninguém sabe muita coisa, além do fato de que muita gente, no Brasil, especialmente TVs, resolveu brincar de “Primavera Árabe”. Como não há ditadura no país — ou há? —, uma reivindicação aloprada de gratuidade total nos transportes abriu a janela para que se saísse às ruas protestando contra tudo o que não vai muito bem. O curioso é que os mais pobres, os que realmente padecem com a carência de serviços públicos, aderiram apenas timidamente. Segundo pesquisa do Ibope, 23% dos participantes têm renda familiar acima de 10 salários mínimos; 26%, entre 5 e 10. Nada menos de 43% têm entre 14 e 24 anos. Há reivindicações para todos os gostos. Há setores insatisfeitos de classe média, há uma penca de movimentos à esquerda do PT etc. O saldo de uma ocupação meio destrambelhada das ruas, sem alvo definido, antevi aqui, seria uma torção à esquerda do processo político. Está em curso, ainda que Dilma tenha recuado da proposta estúpida da Constituinte exclusiva. Mas como é que se chegou a ela?
Se Dilma conversou com alguém — com Lula ou João Santana —, não se sabe. É até possível. O Apedeuta fez essa mesma proposta há sete anos. Uma coisa é certa: apareceu com os cinco pontos alinhavados como se tivesse pensado tudo sozinha. Pegou seus próprios ministros de surpresa. José Eduardo Cardozo, o Garboso, um dos responsáveis pelo transe das ruas (ele foi um dos gênios que imaginaram que a confusão ficaria restrita a São Paulo e prejudicaria Geraldo Alckmin…), não é tão ignorante na matéria que não soubesse que a proposta era inconstitucional. Alertou para as dificuldades. Aloizio Mercadante, hoje interlocutor privilegiado, deu a maior força… Se a generala quer, ele topa! Ela propõe, e ele entra com o entusiasmo.
SINAL EVIDENTE DE QUE O GOVERNO ESTÁ PERDIDO
Num mesmo dia, Dilma se reúne com a Rosa Luxemburgo e o Rimbaud das catracas, os sedizentes representantes do povo do Movimento Passe Livre. Em seguida, chama para um “pacto” os 27 governadores e os 26 prefeitos de capitais com uma proposta que era ignorada até por seus ministros mais próximos. Pior: falou para as câmeras antes de dialogar com os interlocutores escalados. Ao fim da reunião, os mais imprudentes resolveram conversar com os jornalistas para dizer… nada! Os mais prudentes preferiram ficar longe das câmeras.
O governo está perdido, sim, mas não custa lembrar que Dilma é uma ex-dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Nos movimentos de esquerda, terroristas (como foi a VAR-Palmares) ou não, o primeiro passo é ocupar todos os espaços. Se determinados grupos assumem o protagonismo “da luta”, então é a luta, por si, que os legitima, não a sua representatividade. Nesse caso, é preciso ter um pouquinho ao menos de conhecimento das teorias revolucionárias para acompanhar o movimento. Assim, é irrelevante o que queiram o MPL e assemelhados, o importante é que eles se apresentam como porta-vozes da insatisfação. POR ISSO, EMBORA O SINAL DAS RUAS ESTEJA MAIS PARA CONSERVADOR DO QUE PARA O DITO PROGRESSISTA, O MOVIMENTO DO PODER SE DÁ EM DIREÇÃO À ESQUERDA. Daí também a tolice dos liberais que se mostram reverentes ao “povo da rua”. Vão perder sempre a batalha porque não têm amanhãs sorridentes a oferecer. As esquerdas têm — do transporte gratuito ao assalto ao céu, tudo lhes é permitido. Ademais, como levar para a mesa do Planalto os que querem o fim da corrupção? Quem são eles? Como levar para a mesa os que querem uma educação de maior qualidade? Quem são eles? Já o MPL…
Dilma apareceu, então, com as suas propostas supostamente estruturantes: R$ 50 bilhões para a mobilidade urbana… Vão sair de onde? Vamos ver. Dinheiro dos royalties do petróleo do pré-sal para a educação… A grana ainda está uns sete mil metros abaixo do solo. Pacto pela responsabilidade fiscal. Sei. Dita a coisa dessa maneira, é piada de vários modos. Governadores e prefeitos estão submetidos, por exemplo, à Lei de Responsabilidade Fiscal, mas o governo federal, notório maquiador de números, não. Mais: o espírito das ruas está a cobrar justamente o contrário: irresponsabilidade fiscal… Ou governadores e prefeitos não estão tendo de estuprar as contas públicas para fazer as vontades dos coxinhas da catraca? O governo federal aceita, por exemplo, se submeter às mesmas penas de prefeitos e governadores caso estourem as contas? A presidente também fala em considerar a corrupção crime hediondo, o que avança mais para o terreno da demagogia do que da efetividade. Ainda voltarei a esse aspecto. No pacote, veio a exótica proposta de Constituinte.
Parecia uma saída esperta, mas era de tal sorte exótica que o resultado, obviamente, foi negativo. O noticiário praticamente ignorou o resto das medidas para se ater a esse ponto em particular. Do Supremo Tribunal Federal, chegou o recado : “Aqui não passa”. O próprio vice-presidente da República, Michel Temer, que comanda o maior partido da base aliada, o PMDB, ficou sabendo da proposta ali, no ato, junto com os demais “não interlocutores”. Temer, professor de direito constitucional, é autor de um artigo, escrito em 2007, que critica duramente a proposta. Escreveu então:
“É inaceitável a instalação de uma constituinte exclusiva para propor a reforma política. Não vivemos um clima de exceção e não podemos banalizar a ideia da constituinte, seja exclusiva ou não. Seu pressuposto ancora-se em certo elitismo, porquanto somente pessoas supostamente mais preparadas e com maior vocação pública poderiam dela participar. O que, na verdade, constitui a negação do sistema representativo.”
Confusa, mas reverente
Dilma está confusa, sim, mas decidiu ser reverente à pressão das ruas. As propostas têm o sotaque do social, mas, todo mundo sabe, ainda que postas em prática, são de resposta lenta. A Constituinte exclusiva durou menos de 24 horas, está descartada, mas não a intenção de fazer uma reforma política alinhada com o “espírito da rua”. A questão é saber de qual rua. Farei um post específico sobre as barbaridades que estão em debate, levadas adiante por supostos representantes da vontade popular.
Se algumas propostas que estão sendo apresentadas quase como consenso, pautadas por um furor moralista burro, virarem leis, os canalhas é que acabarão sendo beneficiados. Quem declarou que a moral é imoral é o PT, não eu. Não vejo nada de errado com um processo de moralização da política, desde que ele não seja contraproducente. Aguardem um post específico a respeito.
Como essa crise tem na raiz alguns problemas crônicos, porém exacerbados de maneira um tanto artificial por aqueles que decidiram brincar de Primavera Árabe e incentivar a ocupação das ruas, não existem respostas rápidas. Nem governo nem oposição lucram politicamente com ela. Os únicos que podem se beneficiar são aqueles que constroem o seu discurso político apontando a falência da política, como Marina Silva, por exemplo. Com quem governaria depois? Bem, esse é um mistério escondido no coração sonhático da floresta.
Como saldo dessas três semanas, temos governantes obrigados a estuprar as contas públicas para satisfazer a suposta vontade das ruas e a pressão por uma reforma política que, levada a efeito, criará uma legislação menos democrática do que a que temos hoje. Querem apostar? Gente que não tem experiência com fogo resolveu testar a pirotecnia. Vai se queimar.
Por Reinaldo Azevedo

Fernando Henrique Cardoso no Roda Viva

Posted by | Posted in | Posted on 12:21

Ótima entrevista falando dos acontecimentos atuais.


Criadores de bezerros estão satisfeitos com os lucros da atividade

Posted by | Posted in | Posted on 16:59


Criar bezerros é o trabalho de Delcídio Baseggio, há mais de 30 anos. Ele é dono de uma fazenda que tem 1.800 hectares no município de Rochedo.
Por ano, Delcídio vende 800 animais. O mês passado, o criador vendeu 33 bezerros a R$ 910 cada um, preço 25% maior do que a média do ano passado.
Delcídio acredita que o mercado vai continuar aquecido, por isso, deve segurar boa parte das fêmeas nascidas esse ano para aumentar a quantidade de matrizes da fazenda e assim produzir mais bezerros nos próximos anos.
Alegria para uns, preocupação para outros. Quem precisa comprar bezerro para transformar em boi gordo, está tendo que gastar mais dinheiro para repor o plantel.
Em outra propriedade em Rochedo que tem 2.300 hectares e engorda perto de 1.600 cabeças por ano, a compra de bezerros é constante para fazer a reposição.
De acordo com o Cepea, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, o preço do bezerro subiu, em média, 11% em 12 meses. Com os animais mais caros, a fazenda que nos últimos anos vinha investindo no aumento do plantel, agora deve botar o pé no freio.
Confira o vídeo com a reportagem completa e veja a entrevista com João Pedro Dias, consultor de agronegócio, que explica o que está causando aumento no preço do bezerro.

Protesto: Produtores rurais interditam por cinco horas a BR-101, em Itamaraju

Posted by | Posted in | Posted on 13:25

Por Ronildo Brito

Com o tema “DEIXEM O BRASIL TRABALHAR EM PAZ”, produtores rurais do sul e extremo sul, interditaram parcialmente na manhã desta sexta-feira (14) a rodovia BR-101, no trecho próximo ao Posto da Polícia Rodoviária Federa (PDF), já no perímetro urbano da cidade.
Segundo Lindomar Lembranci, um dos coordenadores do movimento, o Brasil vive um momento de insegurança jurídica por causa das demarcações e ampliações de terras indígenas, além das áreas ambientais, quilombolas e extrativistas. “No passado, eram as ações do MST o foco de tensão no campo. Agora, a origem das arbitrariedades é a  Funai que na ânsia de ampliar ao máximo as reservas indígenas promove a violência por intermédio de invasões de propriedades rurais fomentadas por ONG’s e outros órgãos que  patrocinam (financeiramente) a elaboração de laudos fraudulentos, com interesses escusos, numa flagrante violação do direito de propriedade”, disse.
“Apesar de termos em nosso país, segundo o Censo Agropecuário de 2006 (IBGE), 125 milhões de hectares, ou seja, 14,69% do território brasileiro constituído por terras indígenas, a Funai ainda pretende ampliar tais áreas para 204 milhões de hectares, quase 25% do território nacional destinados a proteger 800 mil índios. A sociedade precisa saber que essas ações perturbadoras, que mostram um cenário de terror, avançam sobre áreas produtivas de alimentos, antropizadas e consolidadas, muitas vezes com títulos de propriedade emitido pelo próprio Poder Público”, completa.
Ainda segundo Lembranci, que também é produtor rural no município de Itamaraju, nem mesmo as decisões do Poder Judiciário são suficientes para frear o que chama de arbitrariedades da Funai. “Pelo contrário, em atitude de desacato, ela acelerou o processo de demarcações deflagrado em todo o país e editou mais de 180 portarias visando, em sua maioria, ampliar as terras indígenas já demarcadas, postura que viola diretamente o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no caso da Raposa Serra do Sol, estabeleceu as condicionantes, quais sejam: critérios objetivos a serem observados no processo de demarcação, conforme previsto na Constituição Federal”, alegou.
O movimento que interditou a rodovia BR-101 nesta sexta-feira (14), exige a suspensão imediata de todos os processos em andamento de demarcação de terras indígenas e anulação das demarcações oriundas de laudos da FUNAI, até que as novas regras sejam postas em vigor pelo Governo Federal. Os produtores também querem a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC)  215/2000, que pretende outorgar a competência para homologar as terras indígenas ao Congresso Nacional e alteração do Decreto nº 1.775/1996, que dispõe sobre o processo administrativo de demarcação de terras indígenas, visando retirar o poder absoluto da Funai e dar SEGURANÇA JURÍDICA para todos quando da realização dos estudos, defesa dos índios e no julgamento do processo administrativo.
A interdição, foi articulada para não provocar muitos transtornos aos motoristas que trafegavam na rodovia durante o manifesto, iniciado às 09h e finalizado somente às 14h. Organizados os produtores rurais paralisavam uma faixa da pista de cada vez. Mesmo assim foi gerado um grande congestionamento da rodovia BR-101, uma das mais movimentadas do país.

A coordenação do movimento não divulgou o número total de manifestantes, mas foram registradas presenças de produtores rurais dos municípios de Itamaraju, Porto Seguro, Prado, Ilhéus, Olivença e Buerarema. A interdição foi uma decisão tomada nacionalmente, todas organizadas por produtores rurais que não aceitam os processos de demarcação de terras coordenados pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Bahia - Mobilização contra demarcações tem forte presença de pequenos agricultores e assentados do Incra

Posted by | Posted in | Posted on 12:24

Itamaraju - BA: No Sul da Bahia a manifestação teve forte presença de assentados do Incra e produtores familiares. Mais de 25 mil famílias estão ameaçadas de perderem suas pequenas propriedades para não-índios que se dizem descendentes de tupinambás e pataxós.


No Sul da Bahia, a manifestação dos produtores rurais contra as demarcações de terras indígenas no país foi tranquila e teve forte presença dos produtores familiares e assentados do Incra. Em Itamaraju, durante todo o dia, os agricultores bloquearam alternadamente as rodovias e distribuíram os panfletos explicativos.
De acordo com o produtor rural, Lindomar Lembranci, o movimento foi pacífico dentro do recomendado pela FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e da Senadora Kátia Abreu. “Houve um incidente, um funcionário de uma empresa de segurança privada estava passando pela rodovia e quis furar o bloqueio e ameaçou tirar a arma. O pessoal ficou meio exaltado e não deixaram o rapaz passar, mas foi uma coisa rápida”, afirma o produtor.
Ao todo, quatro localidades do estado são ameaçadas pelos conflitos agrários. Em Ilhéus, a Funai estuda uma área de 43 hectares para os índios Tupinambás, a situação envolve 20 mil pessoas, entre pequenos, médios produtores e assentados. Já em Belmonte, a entidade pretende demarcar uma área de 9.500 hectares para 65 índios, denominados Tupinambás de Belmonte. Cerca de 5 mil pessoas teriam que deixar suas propriedades.
Na região de Barra Velha, está em estudo a ampliação de uma reserva indígena já demarcada em 1992. Caso seja aprovada, a área passará de 8.627 hectares para 52 mil hectares. A situação atinge 150 propriedades, pequenas e médias, e parte do remanescente Parque Nacional de Monte Pascoal. Em torno de 5 mil pessoas também teriam que sair de suas terras.
“Em Prado são mais 30 mil hectares, sendo que 21 mil envolvem o Parque Nacional do Descobrimento. Se computarmos todos são 150 mil hectares de terras que seriam disponibilizadas aos indígenas”, relata o produtor.
Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi/

"É o grito do povo da terra" resume produtor sobre o movimento contra a demarcação de terras indígenas no Brasil

Posted by | Posted in | Posted on 12:22

Manifestação em Amarante, no sul do Maranhão, dá exemplo ao resto do Brasil. Cerca de 5 mil produtores rurais e assentados são apoiados por comunidade indígena em protesto contra a demarcação de terras pela Funai.


O município de Amarantes, no sul do Maranhão, reuniu hoje cerca de 5 mil pessoas durante a manifestação nacional dos produtores rurais contra as demarcações de terras indígenas no Brasil.
“É o grito do povo da terra”, afirma o produtor rural Rui Aguilar Sobrinho sobre a quantidade de pessoas que compareceram ao protesto. Na região de Amarantes não existem agricultores latifundiários e todos que participaram do manifesto eram pequenos produtores que se dedicam a agricultura e pecuária há anos.
A movimentação foi pacífica e até um índio chegou a discursar dizendo que não entende porque a Funai quer tantas terras, que eles querem apenas acesso a saúde e educação como todas as pessoas da cidade.
Em Amarantes, a Funai quer tomar 11 assentamentos do Incra para ampliar uma reserva indígena. Para isso 20 mil pessoas teriam que ser retiradas desses assentamentos onde possuem escola, posto de saúde, igreja, estradas e pequenos comércios. 70% do rebanho dos pequenos agricultores também está na área que a Funai quer demarcar. Porém, a Fundação não explica para onde iriam essas pessoas e o rebanho delas.
Rui afirma que o protesto foi uma injeção de ânimo e que todos vão para casa com a alma lavada, mas diz ainda que isso é só o começo: “No futuro vamos lembrar do dia 14 de junho de 2013 como o dia que mudou a história da agricultura no Brasil”.
Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Paula Rocha