Gleisi acerta de novo e diz que processo de demarcação de terras indígenas tem falhas
Posted by | Posted on 05:07
Convocada pela bancada ruralista a dar explicações na Comissão de Agricultura da Câmara, a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) admitiu nesta quarta-feira (8) falhas da Funai (Fundação Nacional do Índio) no processo de demarcação de terras indígenas. Apesar das críticas à Funai, o governo nega que a presidente da fundação, Marta Maria Azevedo, será afastada do cargo. Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), a intenção da presidente Dilma Rousseff é mantê-la no governo.
“Nós vamos trabalhar, a presidente da Funai está muito empenhada com isto, não é verdade que a Marta vai ser demitida, não procede, nós seguiremos trabalhando. O ministro José Eduardo Cardozo [Justiça] está tomando medidas para ajudar também nesta questão”, disse Carvalho depois de participar de seminário no Senado. Aos deputados, Gleisi reconheceu que há problemas na demarcação de terras indígenas. “Delegamos única e exclusivamente à Funai a responsabilidade por estudos e demarcação de terras. Nem sempre estabelecemos procedimentos claros e objetivos nesse processo”, disse.
”A atuação da Funai tem se pautado pelo que ela é: protetora envolvida comquestões indígenas. A intervenção do Estado brasileiro como garantidor e mediador de direito resta comprometida. Muitas vezes no processo de demarcação é baixa em estratégia e informação”, completou. Segundo a ministra, um dos problemas da Funai seria realizar os estudos para demarcação das áreas sem avaliação externa “dando início a conflitos traumáticos para ambos os lados”.
A tensão entre índios e ruralistas, que gerou críticas ao governo, é atribuída pelo Palácio do Planalto à atual direção da Funai, que estaria fazendo estudos sobre demarcação de algumas reservas para índios sem avaliar corretamente seus impactos e procedência. Insatisfeita, a presidente Dilma estaria disposta a trocar o comando da entidade. Gleisi reforçou que o governo criou um grupo de trabalho para analisar a questão do modelo de demarcação. A ideia é ampliar os órgãos do governo ouvidos nos estudos. “O governo busca equilíbrio”, disse.
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CGU veta nove testemunhas de defesa de Rosemary Noronha
Na VEJA.com:
Rosemary Noronha tem mais um motivo para se irritar com a sindicância aberta pelo governo para impedi-la de assumir um novo cargo público. A Controladoria-Geral da União indeferiu na terça-feira o pedido para que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo use nove pessoas como testemunhas de sua defesa. Pelo menos duas delas são figuras próximas da presidente Dilma: o ministro Gilberto Carvalho e a ex-ministra Erenice Guerra. A medida deverá agilizar ainda mais o fim do processo administrativo que investiga tráfico de influência e uso do cargo para benefício próprio.
Rosemary Noronha tem mais um motivo para se irritar com a sindicância aberta pelo governo para impedi-la de assumir um novo cargo público. A Controladoria-Geral da União indeferiu na terça-feira o pedido para que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo use nove pessoas como testemunhas de sua defesa. Pelo menos duas delas são figuras próximas da presidente Dilma: o ministro Gilberto Carvalho e a ex-ministra Erenice Guerra. A medida deverá agilizar ainda mais o fim do processo administrativo que investiga tráfico de influência e uso do cargo para benefício próprio.
No mês passado, Rosemary apresentou uma lista com vinte nomes de testemunhas que deveriam ser ouvidas na sindicância. Além de Gilberto e Erenice, outras figuras de alto escalão da República nos governos Lula e Dilma Rousseff também foram vetados pelo governo: José Viegas Filho, ex-ministro da Defesa; Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência; e Beto Vasconcellos, número dois da Casa Civil.
Das onze testemunhas que a CGU autorizou Rosemary a usar na sindicância, a maioria é formada por funcionários que trabalhavam no escritório da Presidência em São Paulo. O único da lista que já teve uma posição notória no governo é o ex-presidente da Previ, Ricardo Flores. Nas últimas semanas, os advogados de Rosemary anunciaram que pediriam a anulação da sindicância porque sua cliente nunca tinha sido ouvida no processo. A CGU, no entanto, não está preocupada com o movimento da defesa. Nos dias 21 e 26 de dezembro, Rosemary foi procurada no apartamento da sua filha em São Paulo e não foi encontrada.
A edição de VEJA desta semana mostra como foi montada uma investigação paralela para tentar sabotar a sindicância da Casa Civil que apurou o tráfico de influência no período em que Rosemary esteve à frente do escritório da Presidência em São Paulo. Partidos de oposição cobram que o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, explique os motivos da instalação da investigação.
Ex-presidente Lula cumpre agenda de chefe de Estado em Brasília
Por Felipe Coutinho, Catia Seabra e Natuza Nery, na Folha:
Em viagem de dois dias à capital federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda típica de chefe de Estado. O roteiro inclui vistoria em obras públicas e audiências com presidentes de outros países, além de encontro com a própria presidente Dilma Rousseff.
Em viagem de dois dias à capital federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda típica de chefe de Estado. O roteiro inclui vistoria em obras públicas e audiências com presidentes de outros países, além de encontro com a própria presidente Dilma Rousseff.
Nesta quarta-feira, Lula já era esperado na base aérea pelo governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz ao desembarcar na base aérea de Brasília. De lá, foram ao estádio Mané Garrincha. É o início de uma série de visitas que deve fazer aos estádios da Copa. Na visita, conheceu as dependências do estádio, tirou fotos e conversou com operários da obra. Questionado por um deles se o estádio de Brasília era melhor que o Maracanã, o ex-presidente elogiou a arena da capital, mas disse que a do Corinthians, ainda em construção na zona leste de São Paulo, é melhor.
“Esse estádio [de Brasília] deixa o torcedor mais perto do jogador. A impressão que tenho é que é um pouco mais inclinado e vai permitir que o torcedor esteja mais próximo do jogador. Mas ainda tem muitos outros estádios que eu quero visitar e depois vou fazer uma avaliação. Ainda não está pronto, mas eu penso que o melhor vai ser o do Corinthians”, disse o corintiano Lula, que arrancou algumas risadas.
No fim da tarde, conversou com o presidente do Egito, Mohammed Mursi, que participou de solenidade com Dilma mais cedo. No encontro, de 45 minutos, Lula convidou Mursi para encontro da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) em junho na Etiópia. Amanhã, encontra-se com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Antes, se reunirá com Dilma.
É ruim, hein!? Em reunião com Mantega, empresários já falam em crescimento de PIB de 2%, de 1,5%…
Por Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, no Estadão Online:As revisões para baixo das projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, que ganharam força no mercado financeiro, contaminaram também o setor empresarial. Em reunião nesta quarta-feira com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dirigentes dos 30 maiores setores da economia previram que a alta do PIB este ano dificilmente passará de 1,5% a 2%, expansão bem abaixo dos 3,5% previstos pela equipe econômica.
Apesar dos sinais de retomada dos investimentos, os empresários aumentaram as críticas ao custo elevado da produção e pediram mais medidas para destravar a economia. Mesmo os dirigentes dos setores que foram beneficiados com redução de tributos, como as indústrias automobilística, têxtil e da construção civil, se disseram insatisfeitos com a ação do governo para enfrentar os entraves para a redução dos custos no Brasil.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, afirmou que o governo precisa reagir e que a expectativa de um PIB menor mostra que as medidas já adotadas não foram suficientes. “Um crescimento de 1,5% a 2% não é o pibinho do ano passado, mas é um PIB pequeno”, disse Safady.
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Enem: Os principais problemas da prova de redação vão continuar
Mais ou menos com a dedicação com que o entomologista disseca e estuda um inseto, sou um dissecador do estilo petista de governar, entendem? Por certo, aquele especialista não tem gosto por aquelas coisas. Mas alguém precisa fazê-lo, e a ciência como um todo se beneficia com sua dedicação. Esse é mais ou menos o caminho que me leva a dissecar o jeito petista de governar. Vejam, por exemplo, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Ele veio a público para anunciar maior seriedade na na correção das redações do Enem. Então tá. Basta, no entanto, que a gente reflita cinco minutos a respeito para se espantar um tanto.
Já chego lá. Um dos principais absurdos do Enem segue e seguirá intocado: é o fato de a prova de redação valer 50% do exame como um todo. Trata-se de uma grave distorção porque submete o conhecimento objetivo ao juízo de valor. Ainda que as questões do Enem, nas áreas de humanidades e língua portuguesa (eles usam uns nomes modernosos…), sejam ruins de doer (e me dizem que a situação não é muito melhor no que antes se chamava “Ciências Exatas”), ainda assim, persiste um núcleo objetivo de saber. Pois bem. Um único texto redigido pelo candidato (chamo assim porque estamos falando de um megavestibular!) tem o mesmo peso do resto da prova, que abrange as demais disciplinas. Escrever bem é mais importante do que saber matemática, física e química? Eu não acho! Isso é resquício de país que passou pelo beletrismo cretino. Lá vou eu comprar, de novo, uma briga dos diabos, mas não dou a mínima: o Brasil precisa mais de engenheiros que eventualmente troquem o “s” pelo “z” do que de exímios prosélitos que não sabem quanto é 7 vezes 9. E isso quer dizer que, sim, faltam-nos os engenheiros, com ou sem domínio pleno da ortografia. E abundam os prosélitos que não sabem nem a tabuada. Esse peso excessivo da redação é resquício da militância supostamente “humanista” na nossa educação. De resto, os temas propostos são também testes ideológicos. Mil vezes prefiro a companhia dos que sabem matemática à dos idiotas bem-intencionados. Sigamos.
Mercadante, com aquele seu estilão murro na mesa, vem a público para anunciar que, nas redações, não mais serão permitidas inserções estranhas ao tema. Ficaram famosos os casos de candidatos que, no corpo do texto, reproduziram receita de miojo e o hino do Palmeiras. Pergunta de um ser lógico: quer dizer que, antes, elas eram permitidas? O que Mercadante está tentando esconder é outra coisa: é evidente que as redações nem mesmo foram… lidas! E há a hipótese pior: se foram, o avaliador achou que eram inserções aceitáveis! Mas ai do aluno que “desrespeitar os direitos humanos”! Isso pode zerar a prova. O critério permanece. O que é “desrespeito aos direitos humanos”? Ora, é aquilo que o examinador achar que é. No ano passado, o Enem inventou um certo fluxo imigratório para o Brasil “no século 21” (só se haviam consumido 12% do século!!!) e cobrava que os candidatos perorassem a respeito. Pobre daquele que eventualmente defendeu que o país combata a imigração ilegal… Certamente se deu mal por suspeita de xenofobia. Escolas afora, os professores já têm instruído os estudantes a se alinhar sempre à esquerda…
Fui um pouco para a margem. Volto para o leito. Mercadante também afirmou que, a partir de agora, a nota 1.000 só vai para textos que exibam domínio perfeito também do idioma. Ufa! Finalmente, em 2013, o país descobre o que é nota máxima e para que serve. Que bom! No ano passado, redações que traziam coisas como “rasoavel”, “enchergar” e “trousse” mereceram nota máxima. O MEC, então, explicou por quê:“Um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa”. Entendi! Até acho que sim. Mas por que não, então, atribuir, sei lá, 800 pontos, 900 que sejam? Afinal, o domínio da ortografia é uma das “competências” que se exigem, certo? Mas quê! Mereceram foi mil mesmo. Agora Mercadante nos diz que nota máxima é para quem atinge o… máximo! Ufa! Espero que ele não acabe revogando o irrevogável…
“Ué, mas não foi você mesmo que disse preferir o engenheiro com erro de ortografia ao idiota bem-intencionado?” Eu mesmo! Mas quem disse que eu daria nota máxima à redação do tal engenheiro?
O ministro anunciou que haverá maior rigor para contratar corretores e avaliar seu desempenho. Vamos ver. As redações continuarão a ser avaliadas por duas pessoas. Uma discrepância superior a 100 pontos (não mais a 200) ensejará uma terceira correção. Pois é.. As redações que ganharam nota máxima, mesmo com aqueles descalabros, mereceram a mesma consideração de dois corretores…
“Ora, Reinaldo, as providências tomadas tornam a coisa melhor ou pior do que antes?” A resposta é óbvia: “melhor”. Mas também evidenciam a ruindade de antes. Insisto, ademais, que os principais problemas permanecem intocados: a) o peso excessivo que a prova de redação tem no Enem (o que, de resto, cria distorções que impedem uma correta avaliação da eficiência das escolas); b) a ideologização do exame, especialmente da prova de redação.
Na coluna Direto ao Ponto, de Augusto Nunes:
Faroeste Caboclo com Santo Lula: um grande vídeo resume a biografia não autorizada do chefe supremo do PT
Enquanto avança a vertiginosa sequência de desenhos feitos a mão, uma voz parecida com a de Renato Russo, autor de Faroeste Caboclo, canta a letra reciclada para contar a história de Lula e descreve a trajetória do PT. A conjugação dos versos adaptados e da ilustração refinada resultou num dos melhores vídeos produzidos nos últimos anos.
Em pouco mais de 9 minutos, Faroeste Caboclo do Santo Lula revisita com didático sarcasmo fatos e personagens que animaram a cena política brasileira desde 1978. O cortejo inclui, por exemplo, a iniciação do líder sindicalista, o acasalamento de metalúrgicos à procura de ideias e comunistas de meia idade prontos para vendê-las, o parto do PT e a degeneração já na primeira infância, a decomposição moral do partido, a roubalheira do mensalão, a condenação dos quadrilheiros pelo STF, o uso da mentira como instrumento eleitoreiro, a metamorfose malandra do chefe supremo, as parcerias repulsivas que ampliaram a base alugada, o sonho do poder eterno, o menosprezo pelos valores democráticos, a instalação de um poste no gabinete presidencial ou o cinismo dos marqueteiros. E mais, muito mais.
O que se vê e ouve é a versão audiovisual de uma biografia não autorizada de Lula e do PT. Já tem vaga assegurada na galeria das peças mais populares do Museu da Era da Mediocridade.

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