MAIS CARNE BOVINA E LEITE, O DESAFIO DA PECUÁRIA BRASILEIRA
Posted by | Posted on 14:31
O contínuo melhoramento genético do rebanho nacional, estimado em 207 milhões de cabeças, está na base da evolução da produtividade
Luiz Claudio Paranhos Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)
A pecuária brasileira está fechando 2013 com recordes importantes. No segmento de corte, o país encerra o ano com produção de 9,5 milhões de toneladas de carne e exportação de mais de US$ 6 bilhões, volume destinado a 150 países em todos os continentes. Em leite, a oferta interna é superior a 32 bilhões de litros, mantendo o país entre os maiores produtores mundiais.São números muito expressivos, não restam dúvidas. Mas, a melhor notícia é que há espaço para produzir mais e com resultado econômico superior para todos os elos da cadeia, a começar pelos pecuaristas de corte
e produtores de leite.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na média, as propriedades pecuárias trabalham com cerca de 1 UA (unidade animal por hectare). É pouco. Dobrar esse indicador é perfeitamente possível. Temos conhecimento e tecnologia disponíveis para isso. Mas, para implanta-las, é preciso investir em genética (raças bovinas como as zebuínas que se adequam às condições brasileiras), em nutrição de qualidade, incluindo nesse quesito a necessária recuperação das pastagens, e em manejo sanitário. Tudo aliado à gestão profissional e mão de obra capacitada.Esse compromisso é coletivo e todos os agentes ligados à produção de carne bovina e de leite devem trabalhar para essa finalidade. As entidades de classe também devem ter participação ativa nesse processo.
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) faz a sua parte. Entre várias iniciativas, a entidade desenvolve um importante programa de melhoramento genético (PMGZ), que contribui para o contínuo aprimoramento das raças zebuínas, base do rebanho nacional. Realiza a Expozebu e a Expogenética as duas mais importante mostras da pecuária nacional, promove o Pró-Genética, programa que amplia a oferta de touros melhoradores para os pequenos criadores, possibilitando o acesso desses à genética de qualidade superior. Treina e capacita seus colaboradores e colaboradores dos seus associados (em 2013 são mais de 7.000 participantes), e gerencia o Brazilian Cattle, plataforma da exportação de genética zebuína para outros países de clima tropical.
Produzir mais e melhor não é um conceito etéreo. Em última análise, estamos falando em aumentar a oferta de carne vermelha e leite, duas proteínas animais da mais absoluta prioridade para a população brasileira e mundial. Aliás, a FAO, órgão da Organização das Nações Unidas para a alimentação, diz que até 2050 o mundo tem mais que dobrar a atual produção global de 50 milhões de toneladas de carne bovina e de 600 bilhões de litros de leite somente para atender à demanda por proteína vermelha naquele ano. Tudo isso, com respeito ao meio ambiente.
A própria FAO atribui ao Brasil papel preponderante nesse cenário e ressalta que o nosso país tem de dobrar a produção atual de carne bovina e leite para que o mundo seja abastecido em 2050.
A pecuária brasileira aceitou esse desafio e faz a sua parte. O contínuo melhoramento genético do rebanho nacional, estimado em 207 milhões de cabeças, está na base da evolução da produtividade, que possibilita a obtenção de melhores indicadores ano após ano. Os resultados de 2013 comprovam que estamos no caminho certo. Mas esse é um compromisso de cada um de nós.
Luiz Claudio Paranhos Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)
A pecuária brasileira está fechando 2013 com recordes importantes. No segmento de corte, o país encerra o ano com produção de 9,5 milhões de toneladas de carne e exportação de mais de US$ 6 bilhões, volume destinado a 150 países em todos os continentes. Em leite, a oferta interna é superior a 32 bilhões de litros, mantendo o país entre os maiores produtores mundiais.São números muito expressivos, não restam dúvidas. Mas, a melhor notícia é que há espaço para produzir mais e com resultado econômico superior para todos os elos da cadeia, a começar pelos pecuaristas de corte
e produtores de leite.
e produtores de leite.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na média, as propriedades pecuárias trabalham com cerca de 1 UA (unidade animal por hectare). É pouco. Dobrar esse indicador é perfeitamente possível. Temos conhecimento e tecnologia disponíveis para isso. Mas, para implanta-las, é preciso investir em genética (raças bovinas como as zebuínas que se adequam às condições brasileiras), em nutrição de qualidade, incluindo nesse quesito a necessária recuperação das pastagens, e em manejo sanitário. Tudo aliado à gestão profissional e mão de obra capacitada.Esse compromisso é coletivo e todos os agentes ligados à produção de carne bovina e de leite devem trabalhar para essa finalidade. As entidades de classe também devem ter participação ativa nesse processo.
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) faz a sua parte. Entre várias iniciativas, a entidade desenvolve um importante programa de melhoramento genético (PMGZ), que contribui para o contínuo aprimoramento das raças zebuínas, base do rebanho nacional. Realiza a Expozebu e a Expogenética as duas mais importante mostras da pecuária nacional, promove o Pró-Genética, programa que amplia a oferta de touros melhoradores para os pequenos criadores, possibilitando o acesso desses à genética de qualidade superior. Treina e capacita seus colaboradores e colaboradores dos seus associados (em 2013 são mais de 7.000 participantes), e gerencia o Brazilian Cattle, plataforma da exportação de genética zebuína para outros países de clima tropical.
Produzir mais e melhor não é um conceito etéreo. Em última análise, estamos falando em aumentar a oferta de carne vermelha e leite, duas proteínas animais da mais absoluta prioridade para a população brasileira e mundial. Aliás, a FAO, órgão da Organização das Nações Unidas para a alimentação, diz que até 2050 o mundo tem mais que dobrar a atual produção global de 50 milhões de toneladas de carne bovina e de 600 bilhões de litros de leite somente para atender à demanda por proteína vermelha naquele ano. Tudo isso, com respeito ao meio ambiente.
A própria FAO atribui ao Brasil papel preponderante nesse cenário e ressalta que o nosso país tem de dobrar a produção atual de carne bovina e leite para que o mundo seja abastecido em 2050.
A própria FAO atribui ao Brasil papel preponderante nesse cenário e ressalta que o nosso país tem de dobrar a produção atual de carne bovina e leite para que o mundo seja abastecido em 2050.
A pecuária brasileira aceitou esse desafio e faz a sua parte. O contínuo melhoramento genético do rebanho nacional, estimado em 207 milhões de cabeças, está na base da evolução da produtividade, que possibilita a obtenção de melhores indicadores ano após ano. Os resultados de 2013 comprovam que estamos no caminho certo. Mas esse é um compromisso de cada um de nós.

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